MAN retoma jornada integral e hora extra

MAN retoma jornada integral e hora extra
  • 30
    ago

MAN retoma jornada integral e hora extra

 

Fábrica de caminhões da Volks, que demitiu 2,3 mil na crise, também deve contratar
Após operar por cerca de dois anos em jornada reduzida de quatro dias por semana, a fábrica de caminhões e ônibus da MAN Latin America, em Resende (RJ) voltou a operar neste mês em semana completa e trouxe de volta funcionários que estavam com os contratos suspensos. Hoje, a empresa informa que, até dezembro, terá de recorrer a horas extras para dar conta da demanda.“Vamos ter de trabalhar três sábados por mês até o fim do ano”, diz Roberto Cortes, presidente da empresa que produz caminhões da marca Volkswagen. Segundo ele, o trabalho extra já foi acertado com o sindicato dos metalúrgicos local.

Colocar as máquinas a todo vapor, ainda que em um turno de trabalho, é um alívio para a MAN que, desde o início da crise econômica, quando operava em três turnos, fechou 2,3 mil vagas. Hoje emprega 3,2 mil pessoas, incluindo funcionários dos fornecedores que operam no complexo de Resende.

O próximo passo da MAN, que em setembro anuncia a produção de uma nova linha de veículos, deve ser a contratação de pessoal, admite Cortes.

A necessidade de recorrer às horas extras foi a venda, para a Ambev, de 417 caminhões que devem ser entregues até o fim do ano. Mais da metade deles são os chamados VUCs – Veículos Urbanos de Carga, que têm permissão para fazer entregas nas regiões centrais onde caminhões de médio e grande porte não podem entrar.

Para atender a nova demanda da fabricante de bebidas, a MAN conseguiu colocar um eixo extra nos caminhões de pequeno porte, o que permite carregar até 13 toneladas de carga, antes possível apenas em veículos de médio porte.

“O fato de termos engenharia no Brasil nos permite personalizar o veículo para atender as necessidades do cliente”, diz Cortes. O valor do negócio (chassis, equipamentos e plano de manutenção) é de aproximadamente R$ 150 milhões.

O diretor de suprimentos da Ambev, Guilherme Gaia, diz que parte da encomenda é para renovar a frota e parte para ampliação. “Estamos enxergando sinais de melhora na economia”, afirma. A Ambev tem frota de cerca de 6 mil veículos de transportadoras dedicadas e se responsabiliza pela negociação de compra de novos caminhões, processo feito por leilão.

Ociosidade. A recuperação da MAN, segunda maior fabricante de veículos pesados no País, atrás da Mercedes-Benz, é uma boa notícia para o setor, que opera com cerca de 70% de ociosidade há mais de um ano.

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O mercado total de caminhões vendeu este ano, até julho, 25.990 unidades, 14% menos ante igual período de 2016. Em todo o ano passado foram 50,6 mil unidades e a previsão dos fabricantes é de um empate nos números deste ano, ou até um leve crescimento.

Segundo Cortes, a média diária de vendas nos dois primeiros meses do ano era de 155 veículos, volume que passou a 225 unidades de março a maio e nos últimos três meses está em 270.

 
Fonte  Força; sindical

 

 

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