Inflação menos pressionada, juros mais baixos e melhora no mercado de trabalho levaram o Índice de Confiança do Comércio (Icom) da Fundação Getulio Vargas (FGV) ao maior patamar em quase quatro anos em março, com alta de 1,3 ponto sobre fevereiro, a 96,8 pontos.

Foi o sétimo aumento consecutivo, que fez o indicador chegar perto do nível de abril de 2014, de 97,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice também avançou pelo sétimo mês seguido, alta de 0,6 ponto até março. Mantidas as atuais condições, a confiança do setor deve voltar à zona de otimismo, ou seja, acima de 100 pontos, segundo Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio da FGV.

Sete dos 13 segmentos pesquisados estão mais confiantes, o que foi determinado, principalmente, pela melhora no Índice de Expectativas (IE), que avançou 1,8 ponto, para 100,2 pontos, voltando assim ao otimismo após dois meses. Já o Índice de Situação Atual (ISA) chegou a 93,5 pontos, alta de 0,7 ponto, melhor resultado desde junho de 2014.

Um ponto de incerteza para os empresários do comércio é a eleição presidencial, afirmou Tobler. “Além das turbulências políticas, qualquer mudança no cenário atual, como uma piora no mercado de trabalho ou da inflação, pode influenciar o setor e a confiança”, disse. Este não é, contudo, o cenário-base da FGV. “O mais provável é que o aumento na confiança continue, com a manutenção das condições atuais [favoráveis]”, afirmou. A pesquisa foi feita com 1.189 empresas entre os dias 1º e 23 deste mês.

Fonte;Força sindical