Para Técia Caetano, master coach da SBCoaching, o primeiro passo para conciliar o fixo e o temporário é ter foco. Isso significa que no ambiente de trabalho as demandas do freela não devem aparecer, e vice-versa. “Sei o que tenho que entregar e quais os meus objetivos em cada trabalho, então preciso estar 100% lá”, explica. Apesar de parecer fácil, Técia diz que algumas pessoas têm dificuldade em colocar isso em prática por falta de clareza nos propósitos que quer atingir — desde fazer uma reserva financeira até ganhar experiência.

Outro fator que auxilia a equilibrar as duas atividades é assumir o freela com a mesma responsabilidade de um trabalho fixo. Isso inclui desde definir um horário para a atividade até a escolha da roupa que vai usar para fazer as tarefas, mesmo que o ambiente seja a própria casa. Gustavo Mota, diretor-executivo da We Do Logos, site que faz intermédio entre designers e microempresários, diz que “o freela não pode ser encarado como um trabalho qualquer, amador”. Portanto, a palavra-chave é planejamento.

Christian Barbosa, especialista em gestão de tempo e produtividade, acredita que para organizar bem os ciclos de cada trabalho é necessário registrar as tarefas. “Algumas pessoas preferem agendas de papel; outras, aplicativos e softwares. A plataforma é o que menos importa, desde que haja atenção para não esquecer de registrar nenhuma atividade”, explica. De acordo com o especialista, dessa maneira será mais fácil visualizar e mensurar o volume de afazeres e prazos.

Diante das cobranças do trabalho no dia a dia e uma caixa de e-mail cheia de oportunidade de freelas, é comum que a mente falhe e o corpo acompanhe. Para evitar stress e exaustão, a palavra de ordem também é equilíbrio. Em todos os casos, Técia indica fazer atividades físicas. “Esse tipo de atividade te dá muito mais energia e disposição para viver os desafios e realmente ter um foco”, defende. Alimentação balanceada, água e momentos de lazer também não devem ser negligenciados.

Fonte;Força sindical